segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Quem é o Cura d’Ars?

S. João Batista Vianney, o Cura de Ars, França nasceu em 08/05/1876 e morreu, não obstante os seus jejuns e penitências com 73 anos em 04/08/1959. Canonizado em 31/05/1925. Foi proclamado padroeiro dos párocos e será agora por Bento XVI proclamado padroeiro de todos os padres seculares e religiosos, no fim do ano sacerdotal, em 19 de junho. Isto é modelo para todos os padres, não obstante tenha vivido há 150 anos atrás. Ars era uma pequena aldeia com uns 250 habitantes que trabalhavam a terra, que pouca necessidade sentiam de religião. Quando ele chegou à paróquia ninguém o esperava. Quando rezou a primeira missa não havia ninguém. Mas este padre que não conseguiu aprender latim, que foi aprovado na filosofia e teologia só por comiseração, que não podia confessar no início, só celebrar missa, depois de passar algum tempo como vigário paroquial foi mandado para Ars, porque havia falta de padres. Este começou a rezar a missa todos os dias às 6h, quando a gente ia para a roça. Assim alguns entravam curiosos. Quando voltavam, às 11h, o padre estava dando catequese para as crianças e adultos também começaram a participar. Foram conhecendo a religião e pediam para confessar. Durante um trabalho persistente durante 10 anos, com muita penitência e oração conseguiu aos poucos mudar o estilo de vida dos habitantes de Ars. As bodegas tiveram que fechar, as blasfêmias foram diminuindo, o trabalho dominical na roça parando. Ars não era mais Ars. Aos poucos a sua fama de bom confessor foi se espalhando. Gente vinha das vizinhanças para confessar. No fim de sua vida, até do estrangeiro. Calculam uns que por ano atendia 80 mil pessoas, outros chegaram a dizer: 120 mil. Passava de 15 a 18 horas sentado numa cadeira confessando. “Eu vou lhe dar uma pequena penitência o resto faço eu”.

Durante o retiro aproveitei para ler a Encíclica do Papa João XXIII sobre S. João Maria Vianney propondo-o como modelo para os sacerdotes do mundo inteiro: Homem santo e praticante da obediência, pobreza e castidade. Homem de oração íntima e profunda. Homem apaixonado por Jesus na Eucaristia. Homem devotado ao confessionário. Quero deixar para vocês umas mensagens fortes deste padre que dispensou a cozinheira, e que se alimentava uma vez por dia com batatas, às vezes, cozidas para a toda a semana.
“Um bom pastor, um padre segundo o Coração de Deus, eis o maior tesouro que Deus pode conceder a uma paróquia”.
“Quantos têm dinheiro guardado e tantos pobres a morrer de fome”.
“Quando se quer destruir a religião, começa-se por atacar o padre”.
“O grande mal para vós párocos deplorava o Santo, é que a alma se deixa entibiar”.
“Quando o coração é puro não pode deixar de amar”.
“O sacerdócio é o amor de Jesus”.
“Quantas almas podemos converter com nossas orações”. “A oração, eis toda a felicidade do homem sobre a terra”.
“Ele está ali (na Eucaristia), Aquele que tanto nos ama, por que não o havemos de amá-lo?”
“Se quiserdes converter a vossa diocese, será preciso tornar santos todos os vossos párocos”.
“Deus está mais pronto em perdoar do que a mãe tirar o seu filho do fogo”.
Assim poderia nomear dezenas de mensagens fortes e testemunhos, mas estes bastam para proclamar com um peregrino de Ars: “Eu vi Deus num homem”.
Texto do Bispo D. Irineu, para a coluna Conversando com o povo de Deus, do Jornal do Povo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Retiro em Vale Vêneto

Do dia 16, à noite até o meio-dia do dia 20/11, o bispo com os seus padres e diáconos fez o retiro anual pregado por Dom Gílio Felício, bispo de Bagé, em Vale Vêneto. Retiro, o que é isso? Vem de retirar-se. “E Jesus se retirou para a montanha para rezar”. Retirado, a gente reza melhor. O bispo com os padres e os diáconos se retirou. Eles deixaram as paróquias, o bispado. Desligaram-se das preocupações, compromissos, de tudo e vieram para longe para não serem perturbados por ninguém. Nem pelo telefone, nem pelos jornais e TV. Convidaram um pregador para conduzir o retiro. O horário é bastante light. Para fazer um bom retiro é preciso estar bem descansado. Por isso, o primeiro compromisso foi o café às 7.30, em silencio. Almoço e jantar também com fundo musical. Para a gente se encontrar consigo e com Deus o silêncio é fundamental. É um silêncio fecundo. Claro existe também o silêncio “vagabundo”, que é prejudicial. A casa de retiro das Irmãs do Imaculado Coração de Maria fica num ambiente paradisíaco. Como é bom escutar o canto dos sabiás, o chilrear das andorinhas, o martelar dos sapos, o chuá-chuá da corrente de água que passa no meio da casa.

Bem, o êxito do retiro depende 80% do quem o faz e 20% do pregador. Este é aquele que conduz o retiro com as meditações ou palestras. Ele indica os livros a ler, ou trechos da Bíblia para depois partilhar em grupo. Fizemos juntos o programa do retiro com os horários. Às 8.15 laudes (oração da manhã) com meditação. Tempo para leitura. Às 10h cafezinho. As 11.30 meditação e depois almoço e sesta. Às 14.30, hora média com mais uma meditação. Tempo para leitura. As 16.00 lanche e as 16.30 outra meditação. Missa concelebrada às 18h e depois o jantar. Às 20h Adoração do Santíssimo, no 1º dia, confissão dos padres, via sacra, e terço no 2º e 3º dia. Estou escrevendo estes pormenores porque a maioria das pessoas nunca fez um retiro ou também para os que já fizeram mas gostariam de saber como é o retiro de padres e diáconos.
D. Gílio começou dizendo que vai abordar o relacionamento do padre com Deus, com os irmãos e com a natureza. Estamos no ano sacerdotal, ano dedicado aos sacerdotes, que iniciou em 19 de junho e termina oficialmente em 19 de junho de 2010. O padroeiro dos padres é S. João Maria Vianney. Pediu que lêssemos a Encíclica do Papa João XXIII sobre ele e o livro “Pároco de Ars” de Walter Nigg. Falou-nos da falta de auto-estima que muitos padres têm de si por incrível que pareça. É preciso reavivar a consciência de que o sacerdote é o vigário de Cristo, é outro Cristo, é propriedade de Deus, consagrado. O mundo de hoje vive uma crise de identidade, de valores, de ralacionamento com a natureza, com a vida. Os presbíteros só formando uma família presbiteral unida ao bispo poderão enfrentar a situação. Esta família cultiva a amizade e promove a pastoral da amizade. Vive a alegria. Os sacerdotes mostram a identidade de sua igreja, quando constroem uma comunidade que escuta e acolhe, que celebra, e que vive a caridade, optando pelos pobres. A cruz faz parte da vida do sacerdote como de todo cristão. Fez parte da vida de Cristo. Cristo continua sendo crucificado nos dias de hoje nos inocentes, nos famintos, nos índios, nos afro-brasileiros, na mulher oprimida. Na cruz a salvação. Na cruz a glória. Eis alguns breves pensamentos extraídos das colocações de Dom Gílio. O espaço é limitado.
Agradeço a Deus por estes dias abençoados. Tempo de avaliação da caminhada. Tempo de projeção. Tempo de reflexão. Levo as seguintes perguntas: O que Deus quer de mim hoje? Qual o meu compromisso como bispo? Qual é a minha prioridade?
Texto do Bispo D. Irineu, para a coluna Conversando com o povo de Deus, do Jornal do Povo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Finados

Finados o que significa? Vem de fim. Dia dos que findaram a caminhada da vida terrestre. Dia dos falecidos. Como Jesus fala da morte? Lázaro, meu amigo não está morto, mas dorme. Jesus compara a morte com um dormir. Aliás, cemitério significa dormitório, onde os mortos dormem. Jesus ressuscitou Lázaro e o filho da viúva de Naim. Esta ressurreição é um voltar à vida de antes. E ambos morreram de novo. Creio em Jesus que ressuscitou ao 3º dia. Creio na ressurreição da carne. O que significa? Jesus não voltou à fase anterior, mas inaugura uma nova fase. Ele não pode mais morrer. Ele é o vivente. Seu corpo é um corpo glorioso, transformado, não está mais sujeito à dor, não precisa mais comer, o faz somente para mostrar que não é um fantasma. Ele aparece e desaparece. Aparece atravessando paredes sem dificuldade. Depois de 40 dias ele volta definitivamente ao Pai, terminando assim a sua presença visível entre nós. Pede que nós continuemos a sua missão: Ide por todo o mundo e fazei meus discípulos todos os povos, ensinando-os o que ele tinha ensinado: instaurar o reino de Deus, de amor e fraternidade, amizade e solidariedade, justiça e verdade, paz e vida, partilha e alegria. Mas um dia chegaremos ao fim de nossa caminhada no corpo. Mas nós não queremos morrer. Lutamos. Resistimos. Por quê? Há um desejo em cada um de nós, que nós não colocamos, o desejo da eternidade. Por que então a morte? Isso mostra que a morte não fazia parte do plano inicial de Deus. O homem e mulher tinham recebido de Deus o dom da imortalidade. Adão e Eva revoltaram-se contra Deus. Comeram do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. Até hoje os homens continuam se revoltando. E a morte entrou no mundo. O que é a morte?O fim de tudo? Um salto mortal no abismo (Miguel Unamuno)? Não. A vida não é tirada, mas transformada. Deixamos aqui o invólucro, o corpo. Saímos do espaço e tempo e entramos na eternidade, na vida eterna. Esta será uma vida sem dor, sem guerra, sem violência, sem vícios, sem casamento (Sereis como anjos, diz Jesus), sem morte.

Mas antes disso será o julgamento particular. Num abrir e fechar de olhos a criatura humana estará diante de seu Deus, que é a suma luz, crentes e “saramagos”, nesse momento verá com clareza toda a sua vida vivida. O bem e o mal que fez. Quem sabe, talvez lhe será dada a última chance de escolha entre o bem e o mal. Por Deus ou contra Deus. Os maus (os que morrem em pecado mortal e nele persistem) irão para a condenação (inferno) e os bons pra o reino de Deus, que lhes foi preparado desde o inicio (céu) e para os que morreram em pecados veniais irão passar pela purificação (o purgatório). Nada de impuro, nada imperfeito, trevas podem entrar no céu.

O que é o céu? É a vida no paraíso eterno (Ainda hoje estarás comigo no paraíso). Na Jerusalém celeste. Na moradia celestial (Na casa de meu Pai há muitas moradas). Na participação do banquete eterno ou então nas núpcias eternas do Cordeiro. Na felicidade de Deus. Na vida eterna. Céu é participar do repouso e da paz de Deus. “Dai-lhes Senhor o descanso eterno... Descanse em paz”. É participar do reino de Deus. É ver Deus face a face. Todas as imagens são apenas aproximativas. O céu é a plenitude. “Nenhum olho viu, nenhum ouvido ouviu o que Deus preparou para os que o amam”.

No fim da história da humanidade, ninguém sabe quando será, acontecerá a 2ª vinda de Cristo para julgar vivos e mortos. Então os nossos corpos ressuscitarão. O corpo também participará da glória eterna.

O que estamos fazendo hoje nesse cemitério depositando flores, acendendo velas, rezando missa? Isso não é só uma homenagem aos mortos, um gesto de amor e gratidão, mas a expressão de uma fé. Nós cremos com Judas Macabeu que os mortos sobrevivem e que a nossa oração pode ajudá-los. Colocamos os falecidos debaixo da cruz de Cristo para que o seu sangue redentor os lave de seus pecados. Podemos mesmo receber a indulgência plenária para eles. No dia da ressurreição as sepulturas de nossos cemitérios ficarão vazias. Será a vitória definitiva e total sobre a morte.

Texto do Bispo D. Irineu, para a coluna Conversando com o povo de Deus, do Jornal do Povo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

PRÓXIMO ADUBÃO

Olá amigo,no próximo domingo, dia 25 de outubro terá mais um ADUBÂO.Ele será na Escola Vital Brasil, às 14h30min.

Para esse encontro foi convidado o Pe. Vitor Hugo para ter um bate-papo sobre a posição da Igreja Católica em relação a diversos assuntos da atualidade. Participe, pois precisamos CONHECER a nossa Igreja para continuarmos APAIXONADOS por Ela.

Ajude a divulgar o Adubão, pois para ele acontecer precisamos da sua presença.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

15ª Romaria com chuva

“Que pena que choveu!” E daí? O que N. Sra. nos quis ensinar com isso? Que ninguém de nós determina o tempo, a chuva. Ninguém é manda chuva. É preciso adaptar-se à chuva. Usar a sua inteligência e criatividade. Prevenir-se melhor para o futuro. Mas a chuva mostrou também a utilidade do pavilhão. Mostrou a solidariedade entre as pessoas. As futuras coisas que devemos melhorar. “A chuva é melhor que a seca”, dizia-me um devoto. Outro: “De 2000 para cá nunca choveu, um dia tinha que chover”. Uma coisa que me comoveu foi que o pessoal que trabalhou na Romaria, todos estavam contentes, não obstante a chuva, porque sentiam a presença e a bênção de Maria.
“Romaria assim rendeu pouco”. Claro, poderia ter rendido mais. Mas a finalidade da Romaria não é em primeiro lugar arrecadar dinheiro. É para a manutenção do Santuário e para ajudar numa eventual construção. Neste ano não construímos nada de novo. Preocupamos-nos de maneira especial com o conforto dos romeiros. Para o bem da verdade, devo dizer que praticamente se vendeu tudo, não obstante a chuva que veio pelas 11h20min no momento em que D. Hélio, bispo de Santa Maria, estava fazendo a sua bela homilia. A procissão foi um sucesso. Muito mais gente que no ano passado. O Capitão Soligo me disse, pessoalmente, mais de 60 mil pessoas (Havia também evangélicos, espíritas e outros). Chegando ao pórtico de entrada muitos voltaram para casa. Mas assim mesmo no Parque do Santuário havia mais gente que no ano passado. Com a chuva muitos outros da cidade voltaram, mas o pessoal que veio de ônibus e de carro a grande maioria ficou para a bênção da Saúde, presidida pelo amado D. Ângelo realizada às 14h20min antecipadamente.
É necessário dizer também que a Romaria não é só no dia. Ela começou há cinco meses atrás. Começou com a escolha do tema: “Maria, modelo para o discipulado e missão”. A Comissão da Romaria foi reorganizada. Semanalmente ela realizou as suas reuniões. Foi necessário preparar o material de propaganda: autdoors, cartazes, santinhos. Foi necessário fazer a lista dos doadores de 07 novilhos, 1.100kg de galeto, 400 kg de arroz. Organizar as tendas das 04 paróquias com pastel, salada de fruta, doces e etc. A tenda das lembranças. O serviço do transporte, da segurança, da saúde, da procissão, do som, dos banheiros, etc. Um batalhão de voluntários trabalhou se doou, se sacrificou. Cerca de 500 pessoas. A Comissão de Liturgia convidou o Pe. Enio Rigo de Santa Maria, por duas vezes, para falar sobre a liturgia do dia da Romaria. Toda a cerimônia, leitura, cantos, música, tudo foi muito bem pensado, ensaiado e executado. Todos os padres, diáconos estavam presentes. Três bispos. Uma multidão de pessoas que ninguém conseguiu contar!

A preparação espiritual da Romaria começou em 03 de setembro com a visita da Imagem da Mãe do Redentor às 09 paróquias do “interior”. Nas 04 paróquias da cidade de Cachoeira se realizou a novena a partir do dia 02 de outubro. Todas as 13 paróquias receberam uma Imagem menor da Mãe do Redentor para que a levassem para as comunidades-capelas. Pediu-se que o povo recebesse a Mãe de Jesus solenemente com foguetes, com procissão. Que o sermão do padre fosse sobre o tema da Romaria. Que desse oportunidade de confissão. Fizesse a coleta de víveres para os pobres e de dinheiro para a Romaria. Por tudo, isso eu bispo da diocese de Cachoeira do Sul afirmo, que não obstante a chuva a 15ª Romaria foi um sucesso e a chuva que caiu tornou-se um sinal de bênçãos. Maria, a Mãe do Redentor, e Mãe nossa, caminha conosco para sermos cada vez mais discípulos e missionários de seu Filho. “Fazei tudo o que ele vos disser”. O meu sincero agradecimento a todos. Só Deus sabe o nome de todos os voluntários.
Texto do Bispo D. Irineu, para a coluna Conversando com o povo de Deus, do Jornal do Povo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Maria, a Mãe do Redentor

Os nossos irmãos evangélicos nos questionam sobre a nossa veneração a Maria. Alguns nos dizem: “Deixe N. Sra. de lado. Há um só mediador entre Deus Pai e nós, que é Jesus Cristo. Vocês adoram Maria fazendo dela uma deusa. Dia 12 de outubro, dia de N. Sra. Aparecida, não deve ser feriado nacional, porque milhões de brasileiros, nós evangélicos, não a aceitamos como padroeira do Brasil”. E até dizem alguns: “Você que foi tão devota de N. Sra, tanto trabalhou, orou, agora você descobriu que está com câncer. Será que Deus não está dizendo que você deve mudar de religião?”

S. Paulo escreve: “Há um só mediador entre Deus (Pai) e os homens: Jesus Cristo” (1Tim 2,5). Este Jesus admite a intercessão de sua mãe. “Meu Filho eles não tem mais vinho”. Jesus atende ao pedido da mãe, mandando encher as talhas de água e as transforma em vinho. Por isso, rezamos: “Maria, Mãe do Redentor, rogai por nós”. Nas bodas (casamento) de Caná, Maria não só intercede junto de Jesus, mas leva os serventes a Jesus: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Por isso, nós usamos a expressão: Por Maria, a Jesus.
Nós não adoramos N. Sra. Ela não é deusa, mas é a mãe de Jesus, nosso Redentor. Por isso, a veneramos e homenageamos. Nós a saudamos com anjo Gabriel: “Ave Maria cheia de graça. O Senhor é convosco”. Com a prima Isabel a proclamamos: “Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre Jesus”. A chamamos de “Santa Maria”, porque Deus a preservou de todo pecado. Ela é “cheia de graça”. Foi a primeira santificada pelos méritos de seu Filho. “Mãe de Deus” (Jesus é Deus Filho que tomou um corpo em Maria. Segundo o Anjo Gabriel, o seu filho será chamado Filho do Altíssimo). Pedimos: “Rogai por nós pecadores” (junto de vosso Filho), “agora e na hora de nossa morte” (que é o momento mais decisivo. Lembremo-nos do Bom ladrão). Nós amamos Maria assim como Jesus a amou. Respeitá-la como Jesus a respeitou. Não queremos falar mal dela. Desfazê-la. Aliás, é ela que mostra o rosto feminino de Deus. O rosto materno de Deus. Gosto demais do canto do Pe. Zezinho: “Como é bonita uma religião que se lembra da mãe de Jesus, mais bonito é saber quem tu és, não és deusa, não és mais que Deus, mas depois de Jesus, o Senhor, neste mundo ninguém foi maior”. Maria é chamada de N. Sra. porque é a mãe de N. Sr. É chamada de Rainha porque é a mãe de Jesus Rei do céu.
Quanto ao sofrimento dos seus devotos, os Evangelhos nos mostram Maria, que sofre devendo fugir pra o Egito para salvá-lo de Herodes. Mostram-nos Maria, sofrendo debaixo da cruz. Simeão, por ocasião da apresentação de Jesus no tempo, tinha profetizado que uma espada transpassaria o seu coração. Jesus não sofreu a crucificação, ele que era sem pecado? Ele não disse? “Quem quiser ser o meu discípulo, tome a sua cruz e me siga”. “Felizes sereis se vos perseguirem por causa de mim”.
O tema da nossa 15ª Romaria é: Maria modelo para o discipulado e a missão. Maria foi discípula de Jesus durante 30 anos. Ela o escutou. Ela o seguiu. Assim nós também devemos escutar e seguir Jesus. Escutá-lo na Bíblia, na missa, na oração, na vida, na prática do amor. Maria foi missionária. Ela evangelizou, aceitando a vontade de Deus em sua vida. Marcou uma presença forte no início do cristianismo. As missões vão acontecer em toda a diocese, pregadas pelos franciscanos. Maria vai nos ajudar nesta preparação, para que sejamos cada vez mais discípulos e missionários de seu Filho, pois Ele é o único caminho que nos conduz para a autêntica felicidade.
Que Maria, a Mãe do Redentor, abençoe e proteja de maneira especial as nossas famílias. Ajude-as na educação dos filhos para a oração, para os limites, para o respeito. É preciso colocar Cristo no coração dos filhos. Maria Mãe do Redentor abençoai-nos.
Texto do Bispo D. Irineu, para a coluna Conversando com o povo de Deus, do Jornal do Povo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

15ª Romaria, vinde participar

A nossa diocese foi criada pelo Papa JP II, em 17/07/1991 e instalada em 29/09, tendo como o seu primeiro bispo D. Ângelo. Ela está completando 18 anos. Passamos para a maioridade! E a nossa Romaria diocesana foi iniciada em 1995. Estamos, portanto, celebrando 15 anos. Pertencíamos à diocese de Santa Maria e a padroeira era N. Sra. Medianeira. D. Ângelo sentiu a necessidade de uma Romaria própria para a nova diocese de Cachoeira. Era necessário ter uma padroeira. Era necessário fazer uma Romaria diocesana para unir a diocese, dar-lhe uma alma, uma espiritualidade. Era o seu sonho e contou o sonho para um grupo de padres e cursilhistas. Eles começaram a sonhar com ele. E sonho foi se tornando realidade. Os grandes nomes que ajudaram na realização do mesmo foram Mons. Breno Simonetti, Pe. Atílio Rosa, Pe. Elcy Arboitte, Diácono Arbelo e os leigos: Joaquim Casarin e Teolide, Luiz Martins e Gládis, Celso Ariosto e Ana, Breno Rizzatti e Nilza, Djalmo Furlan e Luciméri, João Carlos Loreto e Ilda, Marcelo Loreto, Rocco Mainieri, Getúlio Pereira dos Santos e Lucilena, Geraldo Ribeiro e Assunção, Diógenes Capra e Marilaine, Partinobre Quintana de Freitas e Mara. Depois centenas de pessoas se prontificaram a colaborar todos os anos com a relização da Romaria. Neste sonho entrei também eu.
Como se escolheu o nome da padroeira? Por votação. Democraticamente. O bispo consultou toda a diocese e foi vitorioso o nome de Maria, Mãe do Redentor. Escolheu-se este nome por ser mais ecumênico do que outros como Mãe de Deus, N. Sra. Aparecida, N. Sra da Assunção, etc. Também os evangélicos aceitam o título de Maria, Mãe de Jesus o Redentor. Para nós católicos existe uma só N. Sra, mãe de Jesus e mãe nossa.
A 1ª Romaria foi no atual parque. O altar ficou lá onde hoje tem uma cruz de cedro com madeira vinda de Mato Grosso, doada por Antônio Simões e lapidada pelo artesão Roje Gomes. Daí para frente havia um banhado, que foi aterrado e drenado. Obra do Batalhão Ferroviário de Lajes. Desde o início o exército colaborou sempre generosamente com a Romaria e assim continua até hoje.
Quando eu cheguei a Cachoeira, em 09/09/2000 encontrei a estrutura da cobertura do atual altar. Nos anos seguintes foram feitos: o reboco da estrutura, o altar de mármore com o pavimento, o pavilhão, o portão de entrada, a capelinha e outros melhoramentos. Houve novidades todos os anos. O povo unido a benfeitores de fora realizaram essa maravilha que é hoje em dia o Parque do Santuário Maria, Mãe do Redentor. Ele é hoje em dia um postal da cidade de Cachoeira.

Dia 11 de outubro, venham participar da 15ª Romaria diocesana. Iniciaremos a procissão às 9h diante da Catedral e caminharemos 4 km e 250m até o Parque do Santuário, rezando e louvando a Mãe que nos deu este admirável Redentor. Agradeceremos as graças e bênçãos que ela conseguiu de Jesus por sua intercessão. Pediremos para as nossas famílias: crianças, adolescentes, jovens, pais de família, avós. Pediremos pelas nossas comunidades e nossa sociedade. Pediremos para que nós possamos ser como Maria, discípulos e missionários de seu filho Jesus neste mundo mau, violento, corrupto, e desrespeitador da vida. Você que não pode participar da Romaria, participe em casa, acendendo uma vela às 11h diante da imagem de N. Sra. e rezando Ave Maria... Assim você estará unido a nós que estamos no Santuário celebrando a missa, às 11h. Imagina os 170 mil católicos da nossa diocese homenageando à N. Sra e pedindo a ela as suas bênçãos, ela como Mãe poderá não atender? Maria, Mãe do Redentor rogai por nós. Abençoai-nos. Protegei-nos. E defendei-nos. Amém. Para mais noticias sobre a Romaria acesse o site: www.diocesenet.com.br
Texto do Bispo D. Irineu, para a coluna Conversando com o povo de Deus, do Jornal do Povo.